domingo, 28 de setembro de 2003

Lula, FHC, Bush, Blair, Putin, Berlusconi...

"Houve um tempo em que os EUA sabiam da existência do Brasil por causa de Carmem Miranda ou da Bossa Nova. Exportávamos música. Hoje, o país é conhecido lá fora como um manancial de estadistas. Nenhuma outra nação produz em série presidentes como Lula e FHC."

"Yes, nós temos presidente!", por Tutty Vasques

Dusty Springfield - Son Of A Preacher Man [Pulp Fiction Collectors Edition]

sábado, 27 de setembro de 2003

"O lirismo dos clowns de Shakespeare"

'Poética', de Manuel Bandeira

Sim, porque...

"A coluna de hoje, como uma telenovela da Globo no figurino que vem prevalecendo nos últimos anos, exige participação. Não, não se cobrará do leitor que saia por aí doando órgãos ou comprando livros de amigos do autor, nada disso. Basta que procure em sua memória de noveleiro o eco de uma expressão supercoloquial, uma coisa assim brasileiríssima, entende, empregada o tempo todo por nove entre dez personagens: estamos falando de “sim, porque”."

Sim, porque... Ou não?, por Sérgio Rodrigues

sábado, 13 de setembro de 2003

Conservador ou pseudo-gramaticalizado?

Não que eu seja conservador; e nem pretendo ser. Na verdade nesses momentos me sinto até mesmo avançado demais para a grande massa, embora nunca me torne a vanguarda de novas idéias e atitudes.

"Hohoho!" soa como a risada de Papai Noel. Ao menos essa contra os ha-ha-has e he-he-hes que compõem nossas onomatopéias imbecilmente importadas, que em nada exemplificam qualquer risada brasileira. Não que "(risos)", ou como manda o código de etiqueta na internet "(rs)", traduza bem o nosso ato de alegria - ou desprezo -, mas só agora ele foi descoberto por todos.

Há tempos atrás eu escrevia o agora popular "(risos)" quando queria expressar "contrair, em geral de modo súbito, os músculos faciais, em conseqüência de uma impressão alegre ou cômica" (Dicionário Houaiss). Mas na época isso era muito antiquado para os hau-hau-haus que imperavam diante das evasivas trocas de informações em chats, e-mails, mensagens instantâneas e uma infinidade de outros meios de comunicação oportunistas que surgiram na internet.

Acabei adotando o "Hohoho!" mais por necessidade de me diferenciar de toda a massa sem fugir de seus padrões, do que por questões de personalidade lingüística. E hoje muitos me conhecem pela risada parecida com a de Papai Noel, que explicação onomatopaica não encontra nenhuma senão o próprio apelo comercial do bom velhinho.

Me nego a voltar a utilizar o "(risos)" ou seguir novamente a massa e utilizar o moderninho "(rs)". Não que seja contra as manifestações mais populares da massa indiferenciável, mas a grande maioria sempre me acusou de ser antiquado e conservador. Está mais do que na hora de dar razões para todos.

E não me venham com essa de "lá vai o velhinho carrancudo e conservador" seja lá esse um trocadilho com os diversos nomes de Papai Noel ou não. Mas meu "Hohoho!" persistirá. Assim, simples e singelo, repetido três vezes e com um ponto de exclamação no final. Será um mártir dos pobres ha-ha-has abandonados pela massa agora vulgo-gramaticalizada.

Hohoho!

Blind Guardian - Nightfall [Live]

O belo crime

"Numa manhã ensolarada, um rapaz de vinte e poucos anos cometeu o crime com o qual sonhara desde os dezoito. Local: as torres do World Trade Center."

Uma história fantástica de alguém que talvez tenha encontrado - e melhor, concretizado - os verdadeiros anseios de sua vida.

Por João Moreira Salles, "Em memória de um outro crime", no site no mínimo.

Linkin Park - Breaking The Habit [Meteora]

domingo, 7 de setembro de 2003

BookCrossing pela paz!

Essa vem direto da AOL e foi uma dica do grande amigo Pachá. A America Online está organizando uma libertação coletiva de livros durante o dia 11 de Setembro desse ano, por meio do BookCrossing.

"Se o espírito prevalecer, centenas e até milhares de pessoas poderão "trocar" livros na próxima quinta-feira. Com isso, a data fatídica, 11 de setembro, deixará de ser lembrada apenas como um dia terrível para se transformar em uma experiência positiva."

Libertem-se!

Na última sexta-feira Rogério Alves publicou na Folha de S. Paulo uma matéria sobre o BookCrossing.

Esse site já foi alvo de várias publicações nesse blog e agora passa a ser divulgado pela mídia, que sem dúvidas tem muito mais alcance. Prova disso? Após a publicação da matéria, o número de brasileiros cadastrados no site praticamente dobrou e uma explosão de livros libertados invadiu todo o Brasil.

O BookCrossing é um site que visa libertar livros em vários locais, esperando que eles sejam achados por outras pessoas e essas, venham a informar seu paradeiro por meio do site. Há casos de livros que viajam o mundo, como o meu, em que acabei recebendo um livro de uma americana que nunca antes havia conhecido.

Fantástico é o site. E com essa divulgação, eu fico feliz que estejamos novamente andando mais rápido na idéia do BookCrossing.

Como fazer uma campanha de sucesso?!

Experimenta. Experimenta. Experimenta.Experimenta. Experimenta. Experimenta.

Uma única palavra e a campanha publicitária da cerveja Nova Schin já é um enorme sucesso. Em festas, reuniões sociais e bate-papos evasivos, lá sempre surge alguém que apela ao jargão: Experimenta. Experimenta. Experimenta.

Fabricada pelo grupo Schincariol, a cerveja tem nova fórmula, novo nome e uma série de propagandas que já vêm fazendo sucesso há um relativo tempo. Quem não se lembra da senhora fabulando sobre sua "bela bunda" na juventude?

A campanha já é sem dúvidas um sucesso. Ponto para o grupo que nos últimos dias teve seu presidente, o empresário José Nelson Schincariol, assassinado.

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