quarta-feira, 12 de julho de 2006

Sabe, eu não consigo entender como as pessoas às vezes não conseguem ter um pingo de ética. Não falo da palavra chata e bizarra que nos ensinam como matéria básica em bacharelado. To falando da simples regra do dia-a-dia que pergunta: o que eu sentiria se estivesse no lugar dele?

Sabe, é como chegar em casa feliz por estar terminando o pior semestre de todos os tempos na faculdade e dar de cara com um carro na sua vaga. Subir na portaria e descobrir que a simpática dona da vaga, que é alugada pra você, vendeu a mesma, na semana passada e... Oops!... esqueceu de te avisar.

Ahh... mas ela pedia para o porteiro te avisar... Como ela pode se explicar... Que vergonha... Olha, eu não vou te deixar na mão não, viu... Meu deus, isso não é da minha índole, olha, mil desculpas, o dono novo da vaga disse que só iria usá-la daqui uma semana, ele furou comigo, isso não é da minha índole, não vou te deixar na mão...

É a falta da conversa todo dia, qualquer dia. É a falta do faça você mesmo. É a falta de responsabilidade, é a falta de ética. Se ao menos um minuto, ela, o dono da vaga e o síndico do prédio, que insiste em se fazer de vítima, se preocupassem pelo que cada um nessa história ia passar, nenhum aborrecimento teria sido gerado, nenhum desrespeito.

É a falta de ética das pessoas que me faz desconsiderá-las. É por egoísmos como esse que eu talvez nem fale mais com você.

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