Mutarelli é um desses caras metidos em várias coisas ao mesmo tempo. Desde que assisti a Companhia da Mentira com O que você foi quando era criança? tenho me interessado por suas obras. Urbanas, realistas e caóticas.
Cá uma entrevista feita por Beatriz Leal. Bacana.
Pra quem olha de fora, o que parece é que não há a intenção de se fazer algo necessariamente novo, mas que está sendo feito...
Isso acaba trazendo o novo, gerando o novo. Eu acho que o novo não nasce com a intenção de ser novo. Ele nasce com sinceridade e com experimentação e com pessoas que de repente tentam realizar o seu trabalho contra a corrente e não encontram uma forma de produzir isso, de uma forma fácil ou com parceiros grandes. Então elas se juntam e fazem o seu trabalho, que foge porque as grandes produções visam o que dá certo. Elas vão martelar nessa tecla porque dá certo e nunca vão arriscar. E elas devem começar a arriscar agora, por exemplo, quando surge uma coisa diferente, que dá um resultado, e esse resultado é financeiro, é um resultado de bilheteria ou de uma massa, de atrair uma massa de público, aí eles começam a se pautar nesse tipo de coisa pequena que aponta o caminho e aí eles começam a investir um pouco. Então isso acaba refletindo através de experiências corajosas... Porque, para mim, fazer um livro não custa nada. Mas para se fazer um filme custou... Essa parceria é um trabalho muito maior, que por outro lado atinge um número de pessoas multiplicado à potência, né?
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