quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tempo pra tudo

Pois então, é isso: Parei de usar relógio.

Já faz uns três dias, mas não é um fenômeno recente. Há um bom tempo, nos fins de semana, ele já permanecia estendido na escrivaninha do quarto, ao lado dos narizes de palhaço e das contas a pagar. O ápice do fim de semana tem sido as tardes de domingo, onde tenho conseguido com notória habilidade ir ao parque treinar os malabares sem o relógio e até sem o celular (que ultimamente ganhou a função de despertador e só).

O resto da semana, sem celular, não dá. Mas aí existe a vantagem de que o reloginho no display é tão pequeno que, mesmo em cima da mesa, ao meu lado, é impossível ler. Na frente do computador já é mais complicado, apesar de discreto, ele está sempre ali no cantinho. No trabalho, nada demais, aliás, algo necessário, mas em casa está ele ali dizendo o que fazer. Olhe lá. Percebe como é sutil?

Computador é um instrumento perigoso desse tempo. Uma das páginas iniciais por aqui é o Google Calendar. É só dar um clique e pula na tela um diagrama todo colorido, organizado por dias e temas, que me diz... não, que me grita a infinidade de coisas a fazer. Aí é um deus nos acuda, porque o absurdo já é tanto que os compromissos estão quase adquirindo fades entre eles.

Mas então eu decidi num surto de rebeldia: Já que tem relógio por todos os lados, não vou mais usar o meu. E isso já faz três dias. Estou orgulhoso. Com o tempo parece que a necessidade de olhar o pulso vai acabando. Na verdade o primeiro dia foi o mais difícil: parada no semáforo, que horas são? Cadê o relógio?; saindo do banheiro, que horas são? Ah, sem relógio!; encontrei alguém na rua, que horas são?

É só que é engraçado como a gente acaba vivendo em função do tempo. Há tempo pra tudo. Tendo hoje a acreditar que sim e não quero mais me preocupar com a pressa das coisas a cada olhada nos ponteiros. Nem quero mais me irritar com aqueles que dizem não ter tempo pra nada. Até porque, há mesmo tempo pra tudo e talvez essa não seja a hora para algumas coisas.

Parei de usar o relógio. Hoje vivo perigosamente a incerteza do tempo e das coisas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Celebs

Onde foi que Woody Allen disse que uma sociedade se mede pelas celebridades que cria?
Digo, Britney Spears, Lindsay Lohan, Paris Hilton, Amy Winehouse...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Palhaço!

Na revista Bravo! desse mês uma matéria sobre o artista Iran do Espírito Santo, que ganhou uma individual na Estação Pinacoteca a partir desse mês.

Uma cabeça que, desde muito cedo, sabia que seria de artista: "Quando criança, se perguntavam o que eu queria ser quando crescer, em sempre respondia pintor!".
E é aí que eu me lembro de uma história que há tempos atrás minha mãe sempre contava com orgulho. Quando eu era pequeno e me perguntavam o que eu queria ser quando crescer eu sempre respondia: Palhaço!

Engraçado que por um bom tempo eu tenha me esquecido disso e percorrido um caminho completamente diferente desse objetivo tão claro. Na verdade, hoje eu percebo que era uma questão de imaturidade. Não, melhor, era uma questão de amadurecer. Eu precisava fazer esses anos de um curso desinteressante em uma universidade pública, morando sozinho, etc e tal, para que eu pudesse realmente entender qual é a minha graça de viver: ser artista.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Frustração

Porra, como pode ser tão difícil sentir raiva assim?
15 minutos, no mínimo, por dia, até lá. Eu tenho que encontrar isso, tenho que entender a lógica disso. Tem que funcionar, não é assim tão absurdo.

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